Apps
 

O que são?

Com o surgimento dos smartphones e tablets, as típicas funcionalidades de um telemóvel foram integradas através de um conjunto de aplicações.

 

As aplicações (ou apps, se optarmos pela abreviatura) podem já estar integradas com o Sistema Operativo do aparelho ou serem posteriormente instaladas pelo utilizador. A função das apps é proporcionar aos utilizadores uma função específica, que tanto pode ser uma ferramenta de melhoria de produtividade, como um serviço específico de entretenimento.

Assim, para instalar novas apps no Smartphone, basta aceder a um mercado de aplicações (app Market) e fazer a instalação.

 

O que pode correr mal?

Muitas vezes o uso, instalação e atualização de uma aplicação, requer uma ligação à Internet. Caso não preste atenção a esta questão, poderá incorrer em custos elevados, ao utilizar a ligação de dados em vez de uma ligação Wi-Fi;

Muitas aplicações podem ser instaladas gratuitamente no seu smartphone ou tablet. No entanto, isto não quer dizer que a aplicação seja totalmente gratuita. Este tipo de aplicações apresentam geralmente publicidades e podem ainda conter opções de “in-app purchase” – compras dentro das aplicações, frequentes dentro de jogos. São geralmente os jovens os mais lesados com este tipo de aplicações;

Uma grande percentagem dos ataques que ocorrem nos telemóveis ocorre através do download de aplicações provenientes de fontes não oficiais. Estas aplicações, são geralmente modificadas e distribuídas com um código malicioso;

Aplicações com código malicioso podem colocar em causa a informação armazenada no telemóvel e servir como um sistema de monitorização, roubando autenticações bancárias e outros tipos de palavras-passe;

Alguns riscos de utilizar determinadas aplicações também são comuns aos riscos existentes com a utilização do correio eletrónico e das webcams;

Caso o seu smartphone ou tablet seja infetado por uma aplicação maliciosa, poderá apresentar os seguintes sintomas:

  • Anúncios não desejados: Publicidade excessiva, aparecimento de pop-ups e outro tipo de anúncios intrusivos;
  • Picos de dados: Alguns ficheiros maliciosos forçam a entrada repetida a um website ou o descarregamento de ficheiros de grande dimensão, resultando nestes picos de dados;
  • Faturas elevadas: É comum este tipo de malware elaborar chamadas ou enviar SMS para números de valor acrescentado, dando origem a despesas elevadas;
  • Aplicações não solicitadas: Algumas aplicações maliciosas descarregam outras aplicações do Google play ou outras lojas não oficiais sem solicitar qualquer tipo de autorização;
  • Aplicações com funções desnecessárias: Alguns programas maliciosos ficam camuflados como aplicações legítimas (como um antivírus ou um leitor de mensagens) e solicitam a permissão para outras funções que não necessitam de ser utilizadas;
  • Atividade fora do normal em contas online: O malware móvel tem a capacidade de roubar passwords ou outras credencias de acesso, facultando a entrada das suas contas online a cibercriminosos;
  • Aplicações que pedem resgate do dispositivo: Alguns dos mais recentes ataques de malware bloqueiam o telemóvel exigindo dinheiro para que este seja desbloqueado.

 

O que fazer para estar mais seguro?

  • Descarregue aplicações apenas dos mercados oficiais e legítimos;
  • Verifique sempre a credibilidade dos criadores da aplicação que está a descarregar;
  • Utilize um antivírus no seu telemóvel, garantindo que este está sempre atualizado e faça análises regulares ao conteúdo do seu smartphone;
  • Tal como o antivírus, é importante que atualize as suas aplicações com regularidade, dado que estas podem corrigir erros que colocam em causa a segurança do aparelho;
  • Caso tenha dúvidas quando à credibilidade de uma aplicação, verifique os comentários deixados pelos utilizadores. Caso os comentários não revelem informação suficiente, faça uma pesquisa e/ou entre em contacto com o Centro Internet Segura;
  • Reveja cuidadosamente as permissões solicitadas pelas aplicações – Uma aplicação de rádio não precisa de ter acesso à sua lista de contactos, por exemplo;
  • Antes de permitir que o seu filho jogue no telemóvel (aplicação de jogos), verifique se esta aplicação não permite a compra de extras em jogo.

Mais informação

Snapchat

Esta aplicação é um serviço de partilha de fotos e vídeos que possibilita ao utilizador enviar fotografias, e gravar vídeos, adicionando texto e desenhos. Ao enviar estes ficheiros, os mesmos desaparecem alguns segundos após serem visualizados. É possível decidir quanto tempo de “existência” vão ter as fotos, de 1 a 10 segundos. Esta ferramenta atingiu em 2014 mais de 100 milhões de utilizadores ativos por mês (71% destes são utilizadores com menos de 25 anos), que produzem diariamente cerca de 400 milhões de “snaps” por dia, dentro dos quais 12% correspondem a snaps partilhados com múltiplos utilizadores (saiba mais sobre estattísticas do snapshat). 

Geram-se alguns problemas com o aparecimento desta ferramenta:

O sistema pode servir de ferramenta a novas formas de cyberbullying, uma vez que a vítima deixa de ter evidências sobre o ataque, a menos que grave o ecrã.

Muitos utilizadores podem ter uma falsa sensação de segurança ao saberem que a foto desaparece ao fim de alguns segundos, levando-os a adotar comportamentos onde expõem a sua intimidade. O facto de as fotos desaparecerem torna a aplicação uma ferramenta perfeita para sexting e também para novas táticas de cyberbullying (saiba mais sobre táticas de cyberbullying no snapchat).

Embora não existam garantias que o destinatário dos conteúdos vá agir de má-fé, é de facto possível que qualquer utilizador efetue um registo dos conteúdos permitindo, posteriormente, a sua publicação.

 

Problemas de privacidade no Viber

Em Julho de 2014, uma empresa de segurança informática fez um aviso à comunidade sobre os problemas gerados pela partilha de informação não encriptada dos sistemas de envio de mensagens móveis mais populares, permitindo assim a possibilidade de estas aplicações terem a sua informação roubada através das redes wireless (saiba mais sobre vulnerabilidades do viber).

O Viber, uma aplicação de mensagens móveis, permite aos utilizadores fazer chamadas telefónicas e enviar mensagens multimédia, de forma gratuita. No entanto, a aplicação envia mensagens de forma não encriptada e esta mesma informação é armazenada, sem encriptação nos servidores Viber. Esta informação não é eliminada imediatamente e é acessível sem quaisquer credenciais, apenas com um link (leia um artigo sobre práticas de partilha de informação não encriptada do viber).

 

Tinder: A aplicação de Flirt

As aplicações móveis fazem cada vez mais, parte do nosso quotidiano. Entre estas Tinder é uma das mais famosas. Mas como funciona e porque é que se tornou um enorme sucesso?

Tinder é uma aplicação gratuita e muito fácil de utilizar. Os utilizadores registam-se através de uma conta de Facebook e pouca informação é publicada (apenas nome, sexo e localização, bem como a fotografia de perfil). Toda a aplicação é baseada em imagens. Então, independentemente de onde estiver o utilizador e graças à geolocalização, é possível verificar quem está próximo e fazer um “like” ou “dislike” nos utilizadores próximos. Se houver uma correspondência, é possíveis dois utilizadores conversarem.

Muitos utilizadores jovens estão a usar esta aplicação e são várias as questões que se levantam quanto ao impacto de aplicações deste tipo na sexualidade destes jovens e no seu comportamento online.

A verdade, é que os websites de namoro são vistos como tabu, mas a aplicação aparece como algo “cool” entre os jovens, não existindo muitos problemas dos mesmos assumirem que estão na rede. Este tipo de comportamento encoraja e apoia uma cultura de flirt entre os mais jovens.

Os utilizadores podem ficar dependentes do Tinder, hipnotizados pelo smartphone, como descreve este artigo francês sobre as questões de dependência derivadas da utilização da aplicação. Para além disso, tal como em todos os websites e aplicações de namoro, os utilizadores podem nem sempre ser honestos e podem surgir perfis falsos. Os utilizadores mais jovens devem estar a par deste problema, não devendo confiar facilmente em pessoas que encontrem nestas aplicações.

 

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