Smartphones e Tablets
 

O que é?

Os telemóveis tornaram-se num equipamento essencial no dia-a-dia, tendo a sua evolução mais recente, os smartphones, chegado a um desenvolvimento tecnológico equiparável ao dos computadores pessoais. Na realidade, um smartphone típico tem mais poder de computação que a Apollo 11 quando levou o Homem à Lua. Hoje em dia, todas as atividades que necessitavam de ligação por cabo agora podem ser feitas “on the go”.

Um smartphone está equipado com software que permite a utilização de leitores de música e vídeo, navegador de internet, serviços de chat, chamadas e vídeo-chamadas pela Internet em tempo real, aplicações do estilo “office”, georreferenciação, ligação às redes sociais e quase todas as atividades suportadas por um conjunto de aplicações (tanto pagas como gratuitas) lançadas diariamente para os mercados.

Ainda que existam vários sistemas operativos (IOS, Android, Blackberry, Symbian, Windows Phone, etc), todos os smartphones funcionam de forma semelhante e oferecem o mesmo tipo de serviços.

 

O que pode correr mal?

 

Um smartphone ou tablet, tal como os computadores, é vulnerável a certos perigos, como o phishing, SPAM, malware, roubo de identidade e/ou informação pessoal. Assim, a maioria das regras de segurança online repetem-se aqui.

Tal como no computador, quando um smartphone ou tablet fica infetado é possível detetar uma diminuição na sua performance, o aparecimento de aplicações que não foram instaladas pelo utilizador, a alteração de configurações no telemóvel, uma diminuição drástica no tempo de vida útil da bateria. Por vezes, a existência destes vírus pode dar origem a custos adicionais na fatura telefónica, associados à adesão de serviços “premium”.

Alguns dos vírus que se encontram nos telemóveis têm como objetivo o roubo de palavras-passe dos utilizadores, autenticações bancárias, ou mesmo envio de mensagens e chamadas para números de valor acrescentado. Neste sentido, é importante que os utilizadores estejam atentos ao registo de chamadas e mensagens, à interrupção de chamadas sem motivo aparente ou a aumentos inexplicáveis do tráfego de dados.

Para além dos riscos associados à invasão do sistema do smartphone, existem os riscos associados à receção e envio de mensagens com conteúdo inapropriado e/ou violento, dando origem a questões como o sexting e o cyberbullying.

 

O que fazer para estar mais seguro?

Há algumas regras básicas que nos ajudam a garantir a segurança do nosso aparelho:

 

  • Proteger o nosso telemóvel com uma password. Esta é provavelmente a medida de segurança mais fácil de implementar e o melhor obstáculo ao roubo;
  • Ativar o autobloqueio para quando o telemóvel está inativo. Esta ação deverá ser complementar à colocação de uma password no dispositivo;
  • Nunca fazer download de aplicações fora dos mercados próprios dos sistemas operativos (Google Play, App Store, Microsoft Store), uma vez que estes têm um controlo rigoroso sobre as aplicações distribuídas;
  • Evitar dar o número de telefone a desconhecidos ou disponibilizá-lo na Internet. Há empresas/websites que recolhem os dados pessoais e os vendem a terceiros para fins de publicidade e, ainda, indivíduos que os desviam para fins ilícitos;
  • Utilizar um antivírus no nosso telemóvel e fazer análises regulares ao conteúdo do smartphone;
  • Manter o bluetooth desligado e utilizar apenas quando necessário;
  • Usar a leitura de códigos QR apenas em fontes de qualidade reconhecida. Sempre que possível e especialmente em lugares públicos, verificar se há indicações visuais de que um código QR foi adulterado (por exemplo, com um autocolante);
  • Verificar se existem actualizações para o sistema operativo do telemóvel e das aplicações instaladas;
  • Desativar a pré-visualização das mensagens. Pode ser útil ver imediatamente uma mensagem recebida no telemóvel quando está bloqueado, mas aumenta os riscos da violação de privacidade;
  • Instalar software de limpeza remota de smartphones. Aplicações como o Find My Phone ou o Android Device Manager da Google permitem localizar o nosso telemóvel remotamente apagar tudo o que tem dentro, em caso de roubo;
  • Não utilizar a aplicação de notas para guardar informação sensível como passwords, dados bancários ou outro tipo de informação pessoal. É um dos locais onde os ladrões de informação procuram em primeiro lugar;
  • Não clicar em todos links publicados nas redes sociais, mesmo quando publicados por amigos. Trata-se de uma forma muito comum de passar malware e spyware.

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