As 5 regras de parentalidade digital que REALMENTE importam

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Date
13-07-2021
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Existem muitos conselhos sobre segurança online, alguns deles contraditórios e muitos deles desatualizados há anos.

A internet é agora uma parte importante de quase todos os aspetos da vida diária - desde a vida familiar, ao trabalho e ao entretenimento. 

Seria uma oportunidade perdida para as crianças não se envolverem ativamente e não desenvolverem habilidades através de meios digitais. Pesquisas demonstram que as crianças com experiência digital estão muito mais seguras online.

Então, quais são as regras de segurança online que realmente importam? Aqui ficam cinco dicas principais:

  • Construir a resiliência digital de uma criança irá mantê-la mais segura do que bloquear ou filtrar

A melhor maneira de garantir que as crianças estão seguras e tomam as decisões corretas online é criando pais confiantes.

Permitir que seu filho se autorregule encorajando os seus interesses online, discutindo limites e estando disponível para ajudar se necessário é muito mais eficaz do que ferramentas de bloqueio de conteúdo.

Esta ideia é apoiada por um estudo A Shared Responsibility: Building up Children’s Online Digital Resilience, que foi produzido pela Parent Zone e pelo Oxford Internet Group, em 2014.
O estudo, que analisou o comportamento online de 2.000 jovens dos 14 aos 17 anos, descobriu que aqueles que eram capazes de autorregular o seu uso de internet e social media eram mais capazes de lidar melhor caso encontrassem uma situação de conteúdo online potencialmente prejudicial ou impróprio.

Foi possível também descobrir que a construção da resiliência através do apoio dos pais e da autorregulação, provavelmente resultaria em crianças com habilidades digitais aprimoradas, pois são mais propensas a procurar novas oportunidades de forma independente, desenvolver e expressar suas identidades.

  • Não limite a conversa que tem com seu filho à "conversa sobre segurança online"

Se uma grande história sobre segurança online chegar às manchetes, pode vê-la como uma oportunidade de discutir o assunto, mas não deixe que esse seja o limite da conversa que você tem com seus filhos sobre a vida online deles.

Discuta as aventuras dos seus filhos online, tenha um interesse ativo, descubra no que eles são bons, o que gostam de fazer e certifique-se de que seja uma discussão contínua e que a segurança seja apenas parte disso.

Se seu filho o abordar sobre algo que o preocupa online, certifique-se de que ele pode conversar consigo sobre o que fazer se vir algo que o perturbe ou preocupe. Explique que não será castigado por cometer um erro e que pode contar consigo para judá-los a resolver as coisas.

  • Equilibre o interesse pelas atividades online do seu filho com dar-lhes o espaço para serem independentes

No mundo real, nem sempre pode estar lá para ajudar os seus filhos a atravessar a rua sem sofrer danos - eles internalizam as mensagens de segurança no trânsito que você ensina e, aí sim, aprendem a navegar com segurança e independência. As mesmas regras aplicam-se no ambiente online.

Enquanto co-jogar o jogo favorito do seu filho ou organizar atividades online juntos pode ser uma boa maneira de começar a explorar o que eles gostam de fazer online e no que são bons, certifique-se que lhes dá o espaço de que precisam para internalizar mensagens de segurança, tomar suas próprias decisões e estabelecer suas próprias identidades online.

Uma pesquisa do Oxford Internet Institute mostrou que os jovens que tiveram espaço para internalizar mensagens de segurança e autorregular as suas atividades na Internet, não só têm maior probabilidade de tomar melhores decisões em situações potencialmente prejudiciais, como também têm maior probabilidade de adquirir novas habilidades e interesses; ser mais criativo; envolver-se mais em atividades cívicas e desenvolver relações sociais mais ricas.

  • Não tenha medo de estabelecer limites

Dar aos seus filhos a liberdade de explorar online não significa ser um pai/mãe totalmente independente. A pesquisa mostra que o interesse e o envolvimento dos pais estão positivamente correlacionados com a resiliência online - as crianças que têm limites crescerão sentindo-se muito mais seguras.Portanto, não fique completamente afastado da vida online dos seus filhos.

Defina expectativas de como eles se devem comportar em relação aos outros online - tanto com os amigos como com pessoas que não conhecem. Discuta as regras sobre a partilha de fotos e imagens pessoais e de outras pessoas. Podem trazer telefones e tablets para a mesa na hora das refeições? Podem tê-los nos seus quartos?

Certifique-se de que esses limites fazem parte da conversa geral sobre o online que tem com seus filhos. Em vez de apresentar-lhes uma série de regras inflexíveis, é melhor incentivá-los a usar seu próprio julgamento com base nos limites que os ajuda a estabelecer.

  • Concentre-se em como as crianças usam digital media, e não por quanto tempo

Não há uma única resposta certa no que diz respeito ao tempo de ecrã. É muito mais importante concentrar-se no contexto e no conteúdo do uso de digital media pelos seus filhos do que no tempo que eles passam ao ecrã, bem como nas conexões que fazem através destes meios.

Questione o seguinte:

  • A atividade que os seus filhos estão fazendo é passiva? É emocionante e cheio de adrenalina? Estão a ser criativos? Estão a conversar com amigos? Estão a falar com pessoas que não conhecem?
  • A idade da criança. As crianças mais novas podem precisar de mais limites definidos para ajudá-los a regular quanto tempo passam ao ecrã e ter isso equilibrado com atividades offline. As crianças mais velhas podem ser mais capazes de regular ou concordar com os limites de tempo definidos em conjunto com os pais.
  • A criança tem um equilíbrio saudável de atividades offline que faz regularmente?
  • Dar o bom exemplo. Os pais podem ajudar os filhos a não serem intimidados pelas novas tecnologias, bem como modelando eles próprios hábitos digitais construtivos e equilibrados. 

Saiba mais sobre parentalidade digital aqui.

Nota: Esta notícia foi adaptada da versão original em Inglês disponível aqui.